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Olhares Azuis

Aqui por casa, 7 pares de olhos azuis.

M & M

M de Miúdos, M de Memórias.

 

Olho para os meus filhos, as minhas crias, e recordo a minha infância. Gritos de felicidade a pairar pelo ar...maravilha.

Quando os apanho na escola e me contam mil aventuras do dia, relembro como vinha feliz da escola a contar também eu as minhas aventuras do dia. Entre diversas interrupções entre irmãos devido ao entusiasmo, relembro as pequenas zangas de carro com a minha irmã.

 

Coloco a chave na fechadura, e todos entram de rompante sem limpar os pés. Olho para a terra no hall, e lembro-me da cara da minha mãe zangada por sujar a casa. É tão bom recordar! Eles largam as mochilas e pedem para ir brincar para rua. Eu deixo...e lembro-me também de passar horas a fio a andar de bicicleta na rua com a minha irmã...boas memórias.

 

A minha infância foi muito feliz, eu e a minha mana C. éramos ( e somos) muito chegadas. Brincávamos muito, eu era muito mandona ( coisas de mana mais velha, eheheh), discutíamos também. Mas quando a nossa mãe chegava uníamo-nos "contra ela" defendendo-nos sempre. Agora vejo os meus filhos com a mesma relação de união, brincam juntos e discutem (também faz parte), e quando vou meter o nariz levo por vezes com os dois em cima de mim!

 

Olho para os meus filhos e sorrio...nostalgia...como é bom ser criança! Como é bom brincar sem ter noção de tempo , sem pressão, sem pensamentos de programação contínuo. Ser criança é quase como se ter asas e voar...passarinho livre sobre o olhar atento da mamã quando o vê voar pela primeira vez. É bom ser criança, foi bom ter sido criança. Gosto da pequena parte de criança ainda existente em mim que me deixa soltar altas gargalhadas barulhentas em que todos olham, que me deixa rebolar na areia da praia sobre o olhar atento de outros adultos ( como eu, ou talvez já sem a criança interior). Adultos esses com muitos medos tais como eu tenho, por ter noção de vida...mas que se esquecem de que nada interessa o que pensam de nós. Que importa se temos comportamentos infantis se esses são inofensivos e espontâneos? Não me interessa. Gosto de sentir a areia colada ao corpo. Criticam (alguns) enquanto outros largam um sorriso com vontade de também eles rebolarem com os filhos.

 

Sou livre. Quero ser mais livre ainda. E olho novamente para os meus filhos, enquanto a E. lê uma história para o mano. Enquanto o J. brinca cantarolando fazendo ruídos estrondosos pelo meio. E lembro-me...como foi bom, como é bom, ser simplemente CRIANÇA.

 

SOLTEM A CRIANÇA QUE TÊM EM VOCÊS!!!   :)

2 comentários

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    C. 27.07.2011 13:01

    Eheheh, pois é!
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    CorretorMais

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